terça-feira, 23 de maio de 2017

Pedir para pagar por fases!



A minha vida é uma dobadoura. Com o Fernando Pedro nunca sei quando me chama ou me afasta.

Quarta, 17 de Agosto de 2005

Mais uma noite que não durmo. Penso e repenso a minha vida e a possibilidade de ajudar o Pedro na sua difícil situação.
Por muito que abra os meus horizontes, não vejo saída e fico horrorizada sem saber o que lhe pode acontecer.
Como não quero acordar o meu marido com o meu voltear na cama, levanto-me e venho para a sala. Aqui revejo cada momento maravilhoso que passei com o Pedro. Cada carícia, cada beijo, cada olhar apaixonado, cada jura de amor dita com o mais puro dos sentimento...
Choro muito. As minhas faces já me doem de tanto limpar as lágrimas que teimam em correr. Penso, que as lágrimas entristecidas que caem dos meus olhos fazem um lago à minha volta. Não quero pensar o pior dos cenários, mas penso.
Irrito-me e levanto-me.
Dirijo-me ao jardim e fico, na cadeira a baloiçar e a estudar o caso minuciosamente.
O dia começa a clarear e nada vislumbro para lá da teia escura que envolve o caso que me tira o sono.
Encosto a cabeça e fico naquele letargo. Nem cá nem lá. Já não sei que pensar ou fazer. Esgoto todas as hipóteses que me pareciam plausíveis.

Há um barulho enorme que me chama à realidade. Olho estupefacta e vejo a silhueta do meu marido. Fico atónita. O meu Half começa a latir de contente por ver o dono. Eu nem comento.
O meu marido não reage. Beija-me e faz-me umas carícias:- Vai deitar-te. Tens cara de quem não pregou olho. Mas... mas que é isso? Tens a cara toda vermelha e parece que vai rebentar!!! Queres ir ao hospital?
- Não. Não me sinto doente. Apenas não dormi. Vou tomar o pequeno-almoço e um duche. Depois logo se vê como fico.
Levanto-me sem mais palavreado. Nem sequer sei o que posso relatar se houver algum interrogatório.

Nunca tomo o pequeno-almoço com o meu marido quando está a trabalhar. Sabe-me tão bem que menciono isso e ele ri a bandeiras despregadas: -Tens que ter mais insónias para que o insólito  deixe de existir...
Rio muito e afasto, por momentos, as minhas preocupações.

O meu marido sai e eu volto para a cadeira. O relógio marca 07h45m56s.-Será que vai telefonar? Como teria corrido a conversa em família? Que ficou resolvido? Perguntas sem respostas, por enquanto.

08h10m48s

- Estou sim, por favor?
- Hoje não tens voz de quem acordou agora. Que se passa?
- Pergunta sem resposta. Ou talvez até tenha. A tua preocupação é a minha. Estou confusa, medrosa e sem raciocínio.
- E não dormiste ou acordaste cedo?
- A primeira opção. Como foi a reunião da família ontem à noite?
- Ah! É isso?
- E não é suficiente? Ou resolveram o assunto?
( Estúpida de mim que não me apercebi que já não se recordava da conversa... )
Estás a brincar comigo? Ou sou eu a estúpida?
- Não. Nada disso. Só não quero que te preocupes. O assunto ficou sem solução. Ninguém tem dinheiro.
- E a Zé? A mãe dela?! Não dizes que o padrasto é da marinha!!! Talvez pedindo à mãe te possa ajudar.
- Não posso falar pelo telefone. Queres vir ter comigo? Assim ficávamos juntos e falava-se no assunto.
- Estás a trabalhar?
- Só de manhã. Tiro a tarde para estar contigo.
- De acordo... Beijinho e vou já...
- Não precisas vir a correr. Eu saio ao meio-dia.
- Ok! Vou no comboio das 11..
- Beijokinhas de mel e gulosas que te dou mais logo.
- Eu também. Até logo. Beijinhos
- Inté!
( Era a maneira que se despedia de mim " inté ". Mais tarde era " fica bem " mas já não andava comigo.

Como preciso de comprar umas linhas para acabar a toalha que estou a fazer, levanto-me e saio.

Antes do meio-dia estou no sítio do costume. Olho para as escadas e vejo-o com o porte de sempre. Não mostra preocupação como nos dias anteriores. Fico de queixo caído. Afinal o que se passa?
Enquanto me beija efusivamente, eu pergunto num sussurro: - Não estás preocupado?
- Não posso mostrar preocupação. Ninguém deve perceber.
- Então eu também não mostro...


Enquanto almoçamos, falamos de tudo menos do que tanto me aflige. E a ele, penso eu.
Vamos para o mesmo jardim de sempre. Está lá muito fresco e podemos estar sossegados porque quase ninguém passa por ali .


Então começa a falar e conta como foi a reunião. Uns aos gritos, os outros a dizer que não têm nada com o assunto e todos a dizer que não há dinheiro.
Depois sai-se com esta: - Se não pagar, vou preso. Vais-me ver à cadeia?
- Credo! Que pensamento!
- É o mais seguro dos pensamentos. É para lá que vou.
- Não vais nada. Ainda se arranja o dinheiro.
- Tu?
- Sei lá... Talvez!
- É por isso que gosto tanto de ti. Fazes tudo para me salvares...
- Se fosse o contrário, tu não fazias?
- Claro, meu amor. Não te queria ver presa.
- Vamos ver. Não deitar foguetes antes do tempo. Vou pensar como...
- Olha que se eu não pagar, vou para as Mónicas!
Não vais nada. Eu não deixo. Podes pagar por partes?
- Não sei. Vou perguntar...
- Para mim, era mais fácil.
- Eu pergunto e depois digo-te. Mas não sei... Amanhã ainda não sei. Tenho que pedir umas horas para ir saber isso.
- Estica bem. Junto não tenho hipótese.
- Mau! E se não deixarem?
- Não sei. A sério que não sei.
- Lá vou eu para as Mónicas...
- Não agoures. Pergunta. Quem não pede, não ouve Deus.
- Já agora que querias ir para freira, pede lá ao teu senhor...
- Não gozes!
- Não. Estou só a brincar.
- Brincadeira de mau gosto. Até parece que não te preocupas.
- Não digas isso nem a brincar. Esta noite nem dormi.
- Até parece! Tens uma cara toda desenxovalhada. Já olhaste bem para mim?
- Porquê? Devia?
- Tens estado sempre a gozar-me. Se calhar nem me preocupo mais e tu que te desenrasques.
- Ajuda-me, por favor...
- Vamos ver. Pede para ser em prestações. É muito dinheiro para te dar todo duma vez...
- Ok! Você manda... Não tens um comboio para apanhares?
- Tenho. Que horas são?
- Horas do comboio.
- Vamos depressa. Não o posso perder.

Corremos a toda a brisa. Já o comboio estava na estação.
Despedimo-nos como de costume e eu vim para casa com o dobro da preocupação...

 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Encontro sem ser marcado!



Este Jardim é muito bonito. Aqui estive com o Fernando Pedro Cachaço Marques no dia 16 de Agosto de 2005
Não foi agradável, mas também não foi triste.

Terça, 16 de Agosto de 2005

O dia amanhece quente. Eu estou na cama com os braços atrás da cabeça, as pernas estendidas e os pés pendidos para os lados. Não sinto nada. Não penso. Não quero voltar à realidade. Os meus pensamentos e hipóteses estão esgotados. Sinto-me fraca e sem energia para me mexer. Olho ao redor e penso no que posso fazer para vender algo que não dê nas vistas e valha o dinheiro que faz falta ao Pedro. Não vejo nada que eu possa vender sem que o meu marido venha a saber. Tudo parece um pesadelo e eu quero sair deste torpor em que me encontro.
De repente o telemóvel dá um toque. Não me mexo. Acho que é muito cedo, ainda, e que aquela mensagem não me interessa.
Fico nesta prostração e nem sei contar o tempo.
A campainha toca e eu saio da letargia em que me encontro. Levanto-me e visto o robe. Abro a janela e é o carteiro. Fico perplexa. O dia já vai alto.
Falo com o Sr. Gabriel e tenho que descer para assinar uma carta para o meu marido. Ele fica admirado e pergunta-me se estou doente. Respondo que não me encontro bem. - Pois! Nunca a tinha visto de robe. E a esta hora é de calcular...
Assino, apanho o correio e despeço-me. Porém, antes de ir embora, deseja-me as melhoras... Olho com um olhar triste, agradeço. Não tenho " melhoras " para o problema que me aflige neste momento, penso eu.
É quando me dou conta que são 10h12m34s.
Regresso a casa como se fosse um relâmpago e subo para ver a mensagem.

09h29m10s

< Amor mio paixão eterna estou em V.F. queres vir ter comigo? Bejokinhas e inté...

Num ápice, respondo e digo que já estou a sair. Pergunto onde me dirijo.

10h23m45s

< Pensei que não quisesses vir que estava chateada comigo por causa do dia dontem. Estou na estação. Bjs de AMOR ETERNO. >

Tomo um duche rápido e ponho-me a caminho de V. F.

Quando chego à estação, o Pedro está à porta. Espera-me.
Fico admirada de ele estar ali. Responde que veio em trabalho, mas um colega foi buscar material porque não havia.
Beija-me muito e pergunta se não tenho medo que me reconheçam. Respondo que não. Estou preocupada com ele e passo, à queima roupa, para a conversa do dia anterior.
É evasivo. Apenas comenta que teve uma conversa muito séria com a irmã e o cunhado. Não quer falar no assunto.
Comento que estou preocupada e já vi as minhas hipóteses. Contudo não comento que não tenho saída. Os olhos dele brilham de alegria e leva-me para o jardim.
Falamos de tudo menos do sucedido. É tão amoroso que até me dói o coração por saber que está em tão alto risco e, mesmo assim, é atencioso comigo.
Vamos almoçar ao " Comboio ". Pede peixe e diz ter saudade de quando fez a tropa na marinha ali mesmo no quartel da marinha. Até lhe chamavam " os marinheiros de água doce " . Nunca tinha ouvido a expressão. Rio-me e ele conta coisas dessa altura.

Peço a conta e pago.
Saímos e vamos para o jardim, novamente. De repente recebe uma chamada. Desvia-se para eu não ouvir o conteúdo. Não desconfio de nada. Estou cega por ele e acredito piamente em tudo o que me diz.
- Vem aí o meu colega. É bom que não nos veja juntos. Hoje já não dizemos mais nada. Vou ter uma reunião com toda a família.

Beija-me muito e afasta-se apressadamente. Olho para todo o lado e não o vejo. Evaporou-se
completamente.
Fico sentada do banco a examinar cada gesto seu e sua conversa . Fico confusa. Ainda mais que ontem. Levanto-me e venho para casa.
O meu marido já tinha chegado. Digo que fui a V.F. Não minto e descontraio....


terça-feira, 16 de maio de 2017

A dívida ao fisco!





É uma fotografia emblemática do Centro Comercial Vasco Da Gama.

Aqui encontrei-me muitas vezes com o Fernando Pedro Cachaço Marques. Aqui fui feliz a seu lado e aqui conheci a pior desgraça ( de ser abandonada por ele como um animal ). Depois de tudo e de nada, esqueceu o AMOR que dizia, acerrimamente, ter por mim. Que amor? Que casamento? Que felicidade eterna? Nada, nadinha foi verdade...

E outras mulheres por aqui passaram com o mesmo propósito que eu. Exploração.
O pior é que continua a sua saga. Até quando não sei. Eu participei dele, mas ele foi mais esperto que tudo e todos. Até enganou o Sargento da GNR que hoje já não está tão convicto. Quer que eu reabra o processo. Não. Para ser vexada de novo? Não. A não ser que houvesse mais uma duas mulheres que se aliassem a mim. O segredo é a alma do negócio...

Segunda, 15 de Agosto de 2005


Não dormi toda a noite. Levanto-me muito debilitada. Tomo banho para me encorajar. Desço e espero o telefonema que  me irá apaziguar ou não.

08h45m29s

- Estou sim, por favor? ( o meu coração bate descompassadamente ).
- Bom dia meu grande e único amor. Dormiu bem?
- Como querias depois de todas aquelas mensagens de ontem? Afinal que aconteceu para tanto medo?
- Não posso falar pelo telefone. Podes vir ter comigo?
- Sim. Senão, matas-me de coração. Onde?
- Aqui no sítio do costume, onde nos conhecemos.
- A que horas? Estás a trabalhar?
- Como queres que trabalhe? Não tenho cabeça para nada. Vem assim que possas...
- É só ir tirar o carro e vou ver se ainda apanho este comboio.
- Está bem... Inté...

Saio o mais rápido que posso para apanhar o comboio a seguir.
A viagem parece não terminar.
Finalmente chego ao local combinado. Olho e vejo-o a caminhar para lá e para cá como coisa doida:- É mesmo para assustar. Que lhe aconteceu? Penso eu para com os meus botões. Chego e ele está muito comovido e a olhar para um lado e para o outro como se sentisse medo de ser perseguido.
Beija-me muito, agarra-me o braço e leva-me para o Jardim que tem uma ponte e um lago. Sentamo-nos num banco e ele começa a falar.
Fala e conta-me que tem um negócio paralelo com a irmã e o cunhado.
Uma loja de matérias elétricos onde a irmã vende e o cunhado faz a escrita. Digo que não sabia da irmã e do cunhado. Pede desculpa e diz que nunca calhou. Eu digo o que ele me diz quando eu peço " Desculpa "  : - As desculpas não se pedem, evitam-se, não é?
Então começa o rosário a ser tecido. Tem os olhos marejados de lágrimas e mostra muito medo. Apanha-se a mim como uma lapa.
Conta-me que o cunhado não pagou ao fisco e que chegou um telefonema de um amigo a dizer que a dívida do fisco é de €12.500. Fico arrepiada e pergunto por que ele nunca quis saber das contas. Responde que fez sempre confiança na irmã e no cunhado. Que ele, o cunhado, era como um irmão para ele, Pedro. Não sei que dizer. Fico sem palavras. Ele continua e diz que nem a mãe o pode ajudar nem o irmão a quem, ainda, não pagou o resto da casa onde vive, na Abrunheira.
Penso que é muito dinheiro e não tenho forma de o ajudar. Não lhe digo o que penso. Mas ele sabe que está a dizer aquilo para eu o ajudar. A pensar que lhe dou o dinheiro, ele continua a fazer a coisa tão negra que eu fico com comiseração de ambos. Por mim porque é muito dinheiro e por ele por que vejo que ele não tem um cêntimo. Olho para a roupa que ele veste e penso que é sempre a mesma, embora lavada e passada. Está mesmo em apuros e eu sem o poder ajudar. É muito dinheiro. Não o posso tirar sem o meu marido saber. Além que devo à Credima o dinheiro que lhe emprestei para pagar o carro e comprar o autorrádio que lhe dei pelos anos. Enfim, também fico muito entristecida.

Vamos almoçar perto das 14h. Almoçamos no " só peso ". Ele leva muito pouca comida e eu idem. Pago e penso que é para deitar ao lixo. Eu sei que há tanta gente que está com fome e nós a estraga-lo assim.
O almoço decorre num silêncio sepulcral. Não tenho conversa e ele nada diz. Põe os olhos no prato ainda com comida que não foi tragada.

As horas passam e o horário do comboio chega. Caminhamos de mãos dadas. Ele aperta-as e pede-me, muito baixinho, uma ajuda breve. Olho-o nos olhos e as minhas lágrimas rolam em turbilhão. Nada pronuncio. Não sei como o poderei ajudar.
Despedimo-nos e ele pede que não o esqueça naquela aflição. Diz que não vai ao MSN. Não tem pachorra, como menciona...


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Mensagens de desespero!





E com este poste, digo tudo acerca do Fernando Pedro.

É verdade: Ele ama até não mais precisar dessa mulher ou até ela ficar falida...


Domingo, 14 de Agosto de 2005


Um Domingo cheio de mensagens. Mensagens de desespero, de angústia e medo. Fico a pensar que está mesmo num desespero muito grande.

10h12m18s

< Amor do meu coração vida minha grande paixão estou aflito descobri, uma coisa da minha irmã e cunhado e não sei como resolver. Posso telefonar? Bjs de sonho. >

Fico em pânico. Não sei  o que se passa e respondo que meu marido está em casa.

10h21m45s

< Não fiques tão preocupada vou enviar, um e-mail a explicar tudo o que fez o meu cunhado. Bjs grandes. >

Eu nem sabia que tinha uma irmã muito menos um cunhado. Apenas que tem dois irmãos. Um vivo e outro falecido num acidente.

Friso isso e fico pensativa.

11h02m18s

< Pensei que te tinha contado tenho uma irmã e um negócio com ela e o marido. Só falando contigo vou a casa da mãe Laura. Beijokinhas de mel. AMO-TE, sabia? >

Eu fico surpresa. Que mais segredos tem na vida que eu não sei? Será que o conheço bem? Será que me fala verdade? Fico confusa e o almoço não me cai bem.

14h23m59s

< Almocei na mãe Laura falei com ela e ela ñ me pode ajudar. Estou com medo... Bjs de sonho. AMO-TE MUITO, sabia? >

Nem sei que dizer... Pergunto o que se passa.

15h45m10s

< Amor do meu coração não te posso contar amanhã vai ter comigo. De manhã falamos. Bjs só nossos. AMO-TE mais que tudo na vida...>

E não me diz o que se passa. Eu peço que me diga qualquer coisa para me acalmar...

18h09m43s

< Estou com medo não posso falar pelo telemóvel não, te preocupes amanhã falamos. Bjs que só tu sabes dar... >

Fico estranha e o meu marido faz essa observação. Começo a chorar e digo que estou preocupada com a minha filha. Acalma-me e dá-me miminhos. Telefona e está tudo bem com ela.

20h18m29s

< Nem jantei estou no meu quarto fechado não , quero falar com ninguém. AMO-TE mais que hoje e menos que amanhã. Bjs kentinhos. >

Pergunto se não quer ir ao MSN para falarmos.

20h55m43s

< Não posso falar é muito perigoso estou com medo. Dorme bem eu nem sei se vou dormir. Bjs de AMOR ETERNO. >

Frisa sempre que me ama,  amor eterno e sei lá que mais, mas isso não reparo na altura... Só depois é que venho a perceber porquê... Literalmente não durmo...

 

sábado, 13 de maio de 2017

E tantas mulheres!!!!

 










E assim continua a minha vida com o Fernando Pedro Cachaço Marques que nunca deixou de ser paralela com outras mulheres.
Eu sei do que falo e, até, posso apresentar alguns nomes sonantes que faziam parte da nossa vida sem que eu o soubesse.
Mais tarde venho a conhecer algumas.
Na altura tinha correspondência com 57 senhoras que achei muito simpáticas através das nossas conversas. Quase todas tinham tido um caso amoroso com ele... Não é de estranhar.
abmpinho@....com, aguedahenriques@....com,aboliafc@...com,algodres@...pt,alicemaria790@...comaliera_13@...com, anafonseca1@..com, anasilva@g....com,aromaselvagem@...com, botelho_fernanda@...com., brilho16@...com, briolaraja@m...com, camelazinha@ne...pt, candidasilva@n...pt, catarinaribas@...com, catita_p_p@...com, e muitas outras, que, por respeito, não vou colocar aqui. Ainda somos amigas. Uma delas, a lic...., foi, é e será uma falsa amiga. Conhecemo-nos numa tarde de Outubro no Centro Vasco da Gama. Apaixonada pelo Pedro e ainda hoje têm uma ligação muito forte. Pelo que me disse, na altura, o Pedro levou-lhe 2 mil€ e, mais tarde, mais algum que não fez questão de mencionar. Mas disse-me que ele lhe pagaria e ai dele se não o fizesse.
Algum tempo atrás enviou-me uma mensagem a dizer que estava com ele. Uma foto de costas mas que eu conheci cada um deles. Com pormenores repugnantes. Não quero recordar...
E não andas só com a Milu... Eu sei Pedro. Qualquer dia a Milu passa à história. A tua nova aventura tem confidências que me contam...
Mesmo que te camufles atrás de publicidade serás sempre tu, o Pedro Sá.


Não te amo nem nutro qualquer sentimento por ti. Aquilo que me move a escrever este blogue é só o desejo inquestionável de alertar as mulheres incautas que andam por aí.


Quanto ao que se passou entre nós, já morreu há muito tempo, se alguma vez existiu.




Sábado, 13 de Agosto de 2005




Eu e meu marido vamos para Sintra. Não para casa da minha irmã, mas para um passeio a sós. Já que eu e minha irmã estamos um pouco ambíguas por causa de coscuvilhices. Logo que conheci o Pedro, eu contei-lhe. Hoje tenho pena de tanta confidência que usa para se libertar.

10h02m10s




< Amor minha Paixão meu Delírio louco e ele, não manda em tistou nas compras no Lidl vamos ter, pessoas amigas em casa. Logo escrevo no computador quero que leias uma coisa.  Bjs loucos muitos. >

Respondo que não estou em casa, mas não relato onde estou. Ele pensa que estou no restaurante da minha cunhada.




10h34m21s




< Senão querias ir à tua cunhada ficavas em casa ele, não manda em ti. Um dia isso vai acabar escreve, o q te digo. Bjs muitos. >




O dia é lindo! Vamos a Seteais e comemos iguarias maravilhosas. Esqueço o que estou a fazer em relação ao amor proibido. O que me rodeia é um maravilhoso paraíso.

Já chegamos a casa um pouco tarde. Vou tomar banho para ter a possibilidade de ver o que o Pedro me enviou.




17h49m57s




< Meu Amor minha vida minha paixão estamos longe um do outro mas, dentro do mesmo coração. AMO-TE MUITO e digo mais uma vez: quero casar contigo só assim, sou feliz.


Amo-te de verdade
És a minha paixão
Quero a tua lealdade
E o teu coração


Tu és minha
Eu sou teu
Na nossa caminha
Pra sempre sou eu


Já tenho o teu coração
Que abrasa como fogo
Não é nenhuma paixão
É amor forte que eu tive logo


Contigo quero casar
E ficar até velhinho
Tu és o meu pilar
E eu o teu caminho


É verdade e não digas que tens dúvidas. Eu quero ficar seeeeeeeeeeeempre contigo. Beijokinhas só nossas... Hum tão saborosos. >


Mais uns versos. Será que foram escritos com sentimento? Penso e tenho medo, mas fico muito emocionada.
Respondo a dizer que gosto muito e que tocaram o meu coração.


22h13m12s


< Amor só meu hoje não vou ao MSN tenho aqui uns amigos. Dorme bem e até amanhã. Beijokas que só tu sabes dar. Amo-te hoje e SEMPRE... >


Durmo a pensar se será verdade tudo o que ele me diz...



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Não duvides!





Esta foto tem muito que se lhe diga. Foi postada pelo Pedro, no seu perfil, talvez no início de conhecer a Milu.

Que feliz destino o meu
Desde a hora em que te vi
Julgo até que estou no céu
Quando estou ao pé de ti.

Perdeste o teu dote de fazer versos? Não me parece. Um sociopata como tu tem sempre muita bagagem para mostrar e aprisionar.

Sexta, 12 de Agosto de 200

08h32m59s

- Estou sim, faz favor?
- Bom dia, bom dia, bom dia Amor do meu coração.
- Ena! Que pancada!!!
- É assim que me sinto: Feliz por te ter comigo...
- Será? Às vezes fico com dúvidas.
- Não duvides. Queres vir passar o dia comigo? Trabalho até às 11 e depois vamos ao Lopes.
- Se assim o queres, eu também.
- Então despacha-te. Quero estar contigo. Tenho muitas saudades... Huuuummmm! Tão bom. Já estou a sentir qualquer coisa só de pensar...
- Não digas. Alguém pode estar a ouvir e eu fico com vergonha.
- Vergonha? Saltas a cerca e tens vergonha?
- Estás sempre a dizer o mesmo. Ao menos respeita-me.
- E não te respeito? És a minha amada... Isto é só entre nós.
- Às vezes não parece...
- Então vens?
- Vou. É só tomar banho e despachar-me.
- Então despacha-te. Beijinhos e inté!
- Beijinhos. Olha espero onde?
- No sítio do costume.
- Ok!

Desligo e vou correr a despachar-me.
Tomo o comboio das dez.
Já no comboio chega uma mensagem. Abro e sorrio. É do Pedro.

10h20m17s

< Já sei que vens no comboio um amigo meu disse que te viu na estação. Bjs >

Penso:- Mas que mulherengos...

Quando chego a Al****** ouço alguém cumprimentar-me. Não desvio o olhar e respondo educadamente.
De repente uma das mãos acaricia o meu braço. Eu olho estupefacta. Qual não é a minha alegria quando vejo o Pedro sentado a meu lado. Beijamo-nos aturdidamente. Estou feliz. Ele está ali. Veio ter comigo. Que surpresa!
Falamos animadamente e vamos até Entrecampos.
O nosso caminho é até frente a uma entrada da Feira Popular, na 5 de Outubro.
Vamos de mãos dadas e é assim que entramos no quarto depois do chek in.
Lá dentro tudo se transforma. A música que não ouvimos, o pulsar do coração que não sentimos, as mãos que ficam entrelaçadas, a voz entrescutada... Enfim! Só nós dois e mais nada.
Mas o tempo da volúpia chega ao fim. Caímos satisfeitos e felizes, penso eu.
Conversamos do tempo que estivemos separados, dos sonhos do Pedro, do casamento que não se consumará, das filhas, do nosso amor...
O telemóvel dele tira-nos deste novelo maravilhoso que desenrolamos juntos com promessas, planos e sonhos.
Ele atende e a conversa dá para perceber que ele tem um serviço na linha de Sintra. Eu acredito nesse momento. Hoje não estou tão segura.
Tomamos banho e vamos aos Lobos do Mar comer. Eu peço uma salada e ele pede arroz de tamboril.
Depressa pago a conta e seguimos para a estação de Entrecampos.
Eu saio primeiro e ele fica. A despedida é sempre da mesma maneira. Beijos, abracinhos e a mão no vidro do comboio.
Presumo que irá, em seguida, para a linha de Sintra, mas até hoje estou na dúvida.

Venho para casa, muito feliz, a pensar que ele gosta mesmo de mim. Hoje eu sei que tudo foi uma encenação.

À noite falamos no MSN. A conversa é muito animada e feliz...

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Hoje só escrevo assim!



Depois deste interregno, volto para quem já tem saudades de ler uma postagem nova no meu blogue.
Dizer que estive de férias, não pode ser o caso. De férias já eu estou há muito tempo. Estou aposentada e o meu tempo é livre.
Tenho, sim, outras ocupações. Mas também tenho uma vontade enorme de escrever.
Este diário não o levo comigo quando me tenho que ausentar. Levo o actual onde escrevo o que de relevante é neste ou naquele contexto.
Obrigada pelos comentários e pela força que me têm dado. Sinto-me em dívida convosco. Hoje volto. Não vou dizer por quanto tempo. Não sei o que me reserva o dia de amanhã.

Hoje venho, Fernando Pedro Cachaço Marques, falar de ti e das pessoas que tens no teu comando.

És o maior biltre que existe. O facto está na maneira como manipulas as pessoas.
Não queres admitir que és Pedro Sá. Todavia, desde que comecei a expor-te em praça pública, começaste a ocultar as tuas postagens. Só aparecem as postagens de publicidade. Mas eu continuo a ter acesso a elas. Não eu, uma amiga que é comum a ti e à Milu. Também a Milu se mostra muito restrita e só lá vem uma de quando em vez. Porém, eu sei as suas postagens e as tuas e de todas as pessoas que te são queridas. Como disse, não por mim. Nem perco tempo com isso. Alguém o faz e, acredita, nem sei o nome verdadeiro. Já nos conhecemos muito bem e sabemos o quanto isso é importante para ambas.

Mostra que és homem de carácter. Deixavas-me de boca aberta se abrisses o jogo. Mas todas/os sabemos quem és, por onde andas, o que fazes, um dia até sabemos o teu pensamento...

Que disseste às tuas filhas e à tua mulher para elas mudarem as suas publicações? Será que lhes disseste que sou eu que ando a espreitar? Não, Pedro, não sou eu e nem me dou a esse trabalho. Não fujas porque sei sempre por ande andas. Amigas de uns e de outros estão no meu ciclo. Se bem que com nomes falsos e não se dão a conhecer aqui. Apenas em mensagens privadas.
És tão esperto mas cada vez te enterras mais.
Que   "dom " é esse? Tens algum pacto com o diabo? És, porventura, um bruxo? Talvez! Então, por isso, te recordaste de me apelidares de " bruxa " num tempo atrasado. Mas não sou e nem tenho pacto com ninguém. Sou eu, pura, sincera, honesta, inteligente e muito querida no seio de qualquer pessoa. Bruxo és tu que consegues tudo o que te propões alcançar. Mas um dia acaba-se a magia...